São Paulo vence Bolívar e pega Boca Juniors nas quartas da Sul-Americana
Com placar de 3 a 1, a equipe paulista quebrou o jejum de 84 dias sem vitórias
Estadão Conteúdo
18/08/2026 às 23h48
EDUARDO CARMIM/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
O torcedor do São Paulo voltou a comemorar uma vitória após 84 dias. O placar de 3 a 1 sobre o Bolívar garante o time nas quartas de final da Copa Sul-Americana, após o empate por 1 a 1 em La Paz. O time não vencia desde a última rodada da fase de grupos do torneio, no fim de maio.
O jogo desta terça-feira (18) no MorumBis ainda representou ligeira evolução da equipe tricolor. Apesar de o São Paulo ter contado com a sorte de um pênalti por mão do adversário, o time soube reagir após sofrer o empate e neutralizou as fracas ações do Bolívar, que tentava jogar em contra-ataques.
Nas quartas de final, o adversário será o Boca Juniors, que eliminou o Deportivo Recoleta com duas vitórias (3 a 1 e 4 a 0). O jogo de ida tem data-base em 8, 9 ou 10 de setembro, em Buenos Aires. A volta será entre 15 e 17 de setembro, com mando do São Paulo.
Dorival Júnior montou a equipe com Newton como terceiro zagueiro quando o time tinha a posse. Isso permitia que os laterais Aurélio Buta e Iago aumentassem o volume ofensivo do São Paulo, que amassou o Bolívar no seu campo defensivo.
A equipe são-paulina dominava o jogo e foi recompensada aos 17 minutos. Com boa movimentação ofensiva, o time conseguia trocar passes rápidos na frente. Foi assim que Danielzinho apareceu pela esquerda e cruzou para Luciano, de primeira, abrir o placar.
Até próximo dos 30 minutos, o Bolívar mal havia acionado seus atacantes. O primeiro lance, que não chegou a ser uma chance clara, foi uma confusão na área do São Paulo. Domingos Duarte afastou parcialmente. A bola sobrou, mas acabou saindo pela linha de fundo. O que se seguiu foi um momento de mais conforto para o time boliviano subir.
A reação do São Paulo veio após desarme de Danielzinho na intermediária. A bola sobrou para Iago, que se infiltrou livre na área. O lateral bateu fraco em cima do goleiro Carlos Lampe.
O ritmo do São Paulo diminuiu após o intervalo. O torcedor do MorumBis temia que o roteiro dos últimos seis jogos se repetisse, quando a equipe foi vazada no segundo tempo.
O alívio quase veio aos 14 minutos, quando Luciano recebeu em contra-ataque, deu uma finta com o corpo no marcador e chutou cruzado. Lampe ficou batido, mas a bola tocou na trave e foi para fora.
Dando vida ao chavão “quem não faz leva”, o São Paulo sofreu o empate aos 16. Pato Rodríguez tinha a bola no lado esquerdo e fechou para Asprilla, na entrada da área. O atacante soltou uma bomba no ângulo, sem chances para Rafael. O centroavante teve muita liberdade para finalizar.
Quatro minutos depois, o São Paulo descolou um pênalti. Artur cobrou falta na área, e Santiago Echeverría errou o tempo do cabeceio para afastar e tocou com o braço esquerdo na bola. Kevin Ortega olhou a imagem no VAR e, em menos de 15 segundos, já apontou para a marca da cal. Calleri cobrou e recolocou os são-paulinos em vantagem, aos 22 minutos.
Não somente por reconquistar a vantagem, o São Paulo pareceu mais calmo após sofrer o gol em relação a partidas anteriores. A equipe conseguiu manter ataques depois de marcar o segundo. Artur chegou a perder boa chance dentro da área.
Foi ele, contudo, que cobrou escanteio para Sabino subir na primeira trave e cabecear para as redes. O lance lembrou o gol de Arboleda no primeiro jogo, em La Paz.
O Bolívar tentou emplacar ataques, mas era neutralizado pelo São Paulo. Os comandados de Dorival estão longe de serem exemplos defensivos, principalmente por cederem espaços aos adversários, mas fizeram o suficiente para conter os bolivianos.
O São Paulo agora volta as atenções ao Campeonato Brasileiro. O time é o 13º colocado, com 27 pontos, e enfrentará a lanterna Chapecoense, em Santa Catarina, no domingo, às 18h30 (de Brasília).
FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 3 X 1 BOLÍVAR
SÃO PAULO – Rafael; Aurélio Buta (Lucas Ramon), Domingos Duarte, Sabino e Iago; Newton, Marcos Antônio (Victor Sá) e Danielzinho; Artur (Pablo Maia), Luciano (Ferreirinha) e Calleri (André Silva). Técnico: Dorival Júnior.
BOLÍVAR – Carlos Lampe; Jesús Sagredo, Xavier Arreaga, Santiago Echeverría (Billy Arce) e José Sagredo; Erwin Saavedra (Ervin Vaca), Carlos Antonio Melgar e Robson Matheus (Bruno Miranda); Pato Rodríguez (Damián Batallini), Dairo Asprilla e Dorny Romero (Martín Cauteruccio). Técnico: Alejandro Restrepo.
GOLS – Luciano, aos 17 minutos do 1º tempo; Dairo Asprilla, aos 16, e Calleri, aos 22, e Sabino, aos 31 minutos do 2º tempo.
CARTÕES AMARELOS – Danielzinho, Aurélio Buta e Luciano; Erwin Saavedra, Dairo Asprilla, Santiago Echeverría e Pato Rodríguez
ÁRBITRO – Kevin Ortega (PER).
PÚBLICO – 42.087 presentes.
RENDA – R$ 1.691.963,00.
LOCAL – MorumBis, em São Paulo.
Assuntos
- Copa Sul-Americana




