Estados Unidos reabrem embaixada com festa e desconfiança mútua
Um dia histórico, 14 de agosto de 2015. Depois de 54 anos, a bandeira dos Estados Unidos voltava a tremular em solo cubano e numa cerimônia com a presença do secretário de Estado norte - americano John Kerry e autoridades cubanas, uma cerimônia marcou a reabertura da embaixada em Havana.Decidimos contar pelo rádio de modo…
Falando em espanhol aos presentes, John Kerry reconheceu que o isolamento, segundo ele mútuo, entre Estados Unidos e Cuba não foi o correto e que o momento de se seguir a uma direção mais promissora, complementou John Kerry. Se novos tempos sinalizam para um convívio pacífico, quais os motivos que levaram a um rompimento de relações que durou tanto?
A Revolução Cubana foi um movimento armado e guerrilheiro que culminou com a destituição de um presidente que tinha apoio dos Estados Unidos. Os cubanos estavam descontentes com a política do ditador Fulgêncio Batista, que na verdade havia sido eleito pelo voto popular em 1951, mas destituído do cargo, retornara ao comando do país com poderes ditatoriais a partir de 1955. Foi quando um grupo guerrilheiro comandado por Fidel Castro, opositor do regime, entrou em luta armada em Sierra Maestra, contra a guarda nacional do presidente e a 1º. de janeiro de 1959, enquanto o mundo saudava mais um ano novo, Fidel e seus liderados se apossaram de Havana, capital do país e destituíram Batista que por sua vez, se refugiaria nos Estados Unidos.
Outro comandante do exército rebelde era, Ernesto “Che” Guevara, médico e argentino que ajudou os guerrilheiros a se tornarem mais populares. Se referindo aos Estados Unidos, Guevara dizia que a Revolução Cubana significava a vitória do menor sobre o maior bem como a primeira derrota do imperialismo na América Latina.
Guevara era um político diferente dos demais. Dono de um carisma excepcional, emocionava as plateias com seu discurso firme e ao mesmo tempo romântico em que citava por vezes versos poéticos escritos por ele ou outros autores. Chegou a ser condecorado no Brasil, pelo então presidente Jânio Quadros, que se dizia seu admirador. É o autor da célebre frase “seja duro, mas sem perder a ternura.” Acredita ser possível ampliar a revolução a outros países, passando a organizar um movimento guerrilheiro na Bolívia, onde foi morto pelo exército boliviano em La Higuera, a 7 de outubro de 1967.



