Da maioridade de Dom Pedro II aos dias atuais, o Brasil sempre foi um país de "pedaladas"
Um país não acostumado com a democracia leva seus habitantes e especialmente sua classe política a agir sempre em defesa dos próprios interesses. Começou com a independência proclamada pelo filho do rei de Portugal de quem todos queriam se livrar, mas para que "nenhum aventureiro lançasse mão", decidiu - se por uma proclamação realizada por…
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Para explicar essa situação é preciso retornar ainda mais na história. A 7 de abril de 1831, dom Pedro I abdicava do trono em favor do filho Pedro de Alcântara, então com cinco anos de idade, porque desejava voltar a Portugal para governar aquele país.
Óbvio que o herdeiro era muito jovem para gerir ainda que fosse o poder moderador e para governar o país foi criada uma regência trina. José Bonifácio, escolhido para ser o tutor do jovem príncipe, chefiou essa regência, sucedido por Diogo Feijó e posteriormente Lima e Silva. “A antecipação da maioridade de dom Pedro aconteceu devido a pressões políticas de todo tipo, houve até quem pedisse a volta de dom Pedro I”, analisou Célio Debes, historiador que ocupa as cadeiras de número cinco das academias paulistas de Letras e História, explicando que a saída de consenso para o impasse político sobre quem era o verdadeiro mandatário da nação, acabou levando à decisão de se antecipar a maioridade de Pedro II, então com 14 anos.
Afinal, numa monarquia parlamentarista o jovem príncipe só decidiria questões em último caso e assessorado por um corpo jurídico. Mesmo assim os conflitos de ordem política continuavam a ponto de Feijó que havia exercido a regência comandar em São Paulo, ao lado Tobias de Aguiar, a Revolta dos Liberais, em 1842.




